segunda-feira, 20 de junho de 2011

Li os seguintes textos na internet sobre o assunto Tambaqui no rio Tocantins, o que mostra o conhecimento de muintos sobre a sua existência na Bacia Araguaia Tocantins, como também afirma a presidenta da Comissão Nacional de Piscicultura da CNA, Miyuki Hyashida: "Proveniente da bacia Amazônica, o tambaqui já está presente na bacia Araguaia-Tocantins há pelo menos duas décadas". 

USINAS HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA O FUTURO SOB AS ÁGUAS
Célio Bermann (coord.)
Prof. do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo

Este texto foi elaborado conforme solicitação das organizações não-governamentais Amigos da Terra - Amazônia Brasileira (AdT) e Bank   Information  Center (BIC), com o objetivo de apresentar uma avaliação das principais questões de ordem sócio-ambiental que envolvem as usinas hidrelétricas construídas e planejadas na Região Amazônica continental, abrangendo não apenas o território brasileiro como também todos os países transfronteiriços.

"De acordo com Fearnside (2001), de um reservatório com área inicial de 2.430 km
somente 10% da mata alagada foi previamente retirada, representando a quantidade de
474,9 t/ha de qualidade da água também foi alterada em função do processo de acidificação.
O Relatório da Comissão Mundial de Barragens (2000) verificou que na área do
reservatório da usina de Tucuruí desapareceram 11 espécies de peixes, como tambaquis, pirarucus, douradas e filhotes. Apenas os peixes predadores, como piranhas e tucunarés, aumentaram em quantidade.
Cabe finalmente assinalar o aumento da população de mosquitos dos gêneros Mansonia
e Anopheles nas margens do reservatório, com o consequente aumento de doenças
endêmicas na região."

“Questões Agrárias, Educação no Campo e Desenvolvimento”
XLIV CONGRESSO DA SOBER
Fortaleza, 23 a 27 de Julho de 2006
Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural
"(1) a proibição ou limitação do uso de aparelhos de pesca, como malhadeira, lanterna de carbureto, tamanho de malhas etc, além de práticas que possam prejudicar o meio ambiente; (2) proibição da pesca em períodos (também conhecidos como “defeso”) em que se reproduzem determinadas espécies, como tambaqui, pacu, curimatã, branquinha, aracu, piratinga e mapará; (3) podem limitar a quantidade de pescado que se pode capturar por viagem; (4) podem proibir a pesca em áreas onde os peixes se
reproduzem para povoar outras áreas (rios, lagos etc), reservando estas áreas para servir de criadouro natural. Os acordos também podem estabelecer zonas de pesca, que podem ser:
(a) áreas de preservação total, onde é proibido pescar;
(b) áreas de preservação temporária, onde a pesca é
permitida apenas durante uma parte do ano;
(c) áreas de conservação, onde a pesca é permitida de acordo com regras delimitadas pela comunidade local (PróVárzea/Ibama, 2003)."
 

TAMBAQUI NO LAGO DE TUCURUI

TAMBAQUI JÁ!

É necessário que se divulque fatos com mais seriedade e clareza sobre a ocorrência do Tambaqui na Bacia Araguaia Tocantins, principalmente no rio Tocantins, mais precisamente no municipio de Tucurui, onde a barragem interrompeu a sua migração vindo do rio Amazonas, uma vez que estes dois rios se comunicam no grande estuário da baia de Marajó e Guajará. Moro há 41 anos em Tucurui e desde esta época já se pescava o Tambaqui no rio Tocantins. Tanto é que após o fechamento do rio, inúmeros Tambaquis de até 18 kilos foram capturados no´"pé" da barragem, como até hoje ainda se pesca bastante. De repente vem a Eletronorte com uma pesquisa mediocre alegando que a ocorrência desta espécie se verifica pela fuga de alguns criatórios da região.
Isto é tão rídiculo quanto o impacto causado na região, pois o único criatório que escapou peixe foi em pequena quantidade que logo foram capturados pelos moradores próximos do local. E segundo, nunca estes peixes estariam com peso de até 18 kilos em pouquissímo tempo.
Outro fato alegado é que pode ter havido fuga de alguns experimentos no lago da usina, que também não procede, por ter sido imediatamente interrompido pelo IBAMA local. E mesmo que tenha ocorrido algum escape, como é que estes peixes poderiam transpor para jusante da barragem? O método de captura empregado pelos "pesquisadores" da Eletronorte deve ser de pescador amador e ainda mais sendo bem "panema". Não consultam os pescadores antigos e nem utilizam a experiência que os mesmos possuem há bastante tempo na região.
Em vista disto, até hoje não se pode cultivar no lago formado pela barragem de Tucurui, a especie que melhor se adapta em tanque rede, pois apresenta desenvolvimento bem superior ao da Pirapitinga, além de melhor conversão alimentar e mercado garantido, atrasando drásticamente o desenvolvimento da região.
Mas, não é só isso que temos de lamentar, não bastasse o fato de que, até hoje, os piscicultores que pretendem continuar exercendo sua atividade de criação de peixes em tanque rede ainda não tiveram seu processo de regularização de autorga onerosa concluído, apesar do Ministério da Aquicultura e Pesca-MPA já ter procedido a realização do processo licitatório ano passado, até a presente data aguarda a resposta de um oficio à SEMA/PA, para confirmar se os licitantes, que já possuem alguma atividade no lago há bastante tempo, possuem residência no mesmo, como se o projeto fosse para loteamento comunitário e não para um investimento que já trouxe e trará grandes benefícios para a região, como geração de empregos, experiências na atividade e resgate de grande parte da fáuna já bastante sucateada com a pesca predatória. Isso é lamentáveeeeeeel.... A Pirapitinga que já estava praticamente extinta, voltou a ser capturada em grande quantidade após a colocação de alguns tanques rede experimentais para o cultivo desta espécie nativa, apesar da mesma não se comparar em crescimento e mercado com o Tambaqui. ISSO É O BRASIL! MAS O AMAMOS BASTANTE E NUNCA VAMOS DESISTIR!

TAMBAQUI JÁ NO LAGO DE TUCURUI

COMENTÁRIO


É necessário que se divulque fatos com mais seriedade e clareza sobre a ocorrência do Tambaqui na Bacia Araguaia Tocantins, principalmente no rio Tocantins, mais precisamente no municipio de Tucurui, onde a barragem interrompeu a sua migração vindo do rio Amazonas, uma vez que estes dois rios se comunicam no grande estuário da baia de Marajó e Guajará. Moro há 41 anos em Tucurui e desde esta época já se pescava o Tambaqui no rio Tocantins. Tanto é que após o fechamento do rio, inúmeros Tambaquis de até 18 kilos foram capturados no´"pé" da barragem, como até hoje ainda se pesca bastante. De repente vem a Eletronorte com uma pesquisa mediocre alegando que a ocorrência desta espécie se verifica pela fuga de alguns criatórios da região.
Isto é tão rídiculo quanto o impacto causado na região, pois o único criatório que escapou peixe foi em pequena quantidade que logo foram capturados pelos moradores próximos do local. E segundo, nunca estes peixes estariam com peso de até 18 kilos em pouquissímo tempo.
Outro fato alegado é que pode ter havido fuga de alguns experimentos no lago da usina, que também não procede, por ter sido imediatamente interrompido pelo IBAMA local. E mesmo que tenha ocorrido algum escape, como é que estes peixes poderiam transpor para jusante da barragem? O método de captura empregado pelos "pesquisadores" da Eletronorte deve ser de pescador amador e ainda mais sendo bem "panema". Não consultam os pescadores antigos e nem utilizam a experiência que os mesmos possuem há bastante tempo na região.
Em vista disto, até hoje não se pode cultivar no lago formado pela barragem de Tucurui, a especie que melhor se adapta em tanque rede, pois apresenta desenvolvimento bem superior ao da Pirapitinga, além de melhor conversão alimentar e mercado garantido, atrasando drásticamente o desenvolvimento da região.
Mas, não é só isso que temos de lamentar, não bastasse o fato de que até hoje, os piscicultores que pretendem continuar exercendo sua atividade de criação de peixes em tanque rede ainda não tiveram seu processo de regularização de autorga onerosa concluído, apesar de o Ministério da Aquicultura e Pesca-MPA já ter procedido a realização do processo licitatório e até o presente aguarda a resposta de um oficio à SEMA/PA, para confirmar se os licitantes, que já possuem alguma atividade no lago há bastante tempo, possuem residência no mesmo, como se o projeto fosse para loteamento comunitário e não para um invetimento que já trouxe e trará grandes benefícios para a região, como geração de empregos, experiências na atividade e resgate de grande parte da fáuna já bastante sucateada com a pesca predatória. É lamentáveeeeeeel.... A Pirapitinga que já estava praticamente extinta, voltou a ser capturada em grande quantidade após a colocação de alguns tanques rede experimentais para o cultivo desta espécie nativa, apesar da mesma não se comparar em crescimento e mercado com o Tambaqui. ISSO É O BRASIL! MAS O AMAMOS BASTANTE E NUNCA VAMOS DESISTIR!